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segunda-feira, 17 de março de 2014

Há um tanto de mim que cura que cria e que canta.
E ocasionais porções de reclusão.
Não tenho ânsia por alheia compreensão.
As vezes sobrevivo em meus silêncios.
Forte, tateando as paredes em mim
E sussurando para mim mesma
"Não enlouqueça, não desista"
É só que mais sou de verdade.
E solitária  aprendo meus códigos, minhas linguagens.
Que faço meus mergulhos noturnos,
transgrido, regrido, e por fim
apenas continuo existindo.

Desculpem pelo longo silêncio, sé e que se pede desculpas por isso.
Foi um momento necessário.
Em breve  novas postagens.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desnuda

Atormentada, pelo que não julgava mais sentir,
 eu tiro a máscara e a roupa, eu peço arrego
e eu digo que amo, me entrego e me apego
Pra logo depois respirar fundo e partir.

Tem uma coisa que fica na parte fora do controle
(E quase tudo é fora do controle,)
Você veio de denovo
e me tirou pra dançar com o impossível.

Você flerta com meu lado mais insano
E eu sei que depois sou eu que me dano
 Por isso é que eu sei que tenho que ir...

Embora eu não saiba nem pra onde
(Diz um lugar onde a gente se esconde)
Daquilo que sente sem querer sentir.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Andei de olhos fechados na beira do abismo
Sobrevivi a solidão e a peste negra
Galgo meu caminho e conquisto diariamente o
Direito de seguir por ele quase em paz
Sem quase mais nada.
Ergui e destruí impérios imaginários
Um milhão de vezes já saí de escombros
E no final, e a uma certa altura...
Não sobra nem  o se orgulhar de ser forte.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Eu não sei andar de bicicleta


Eu não sei andar de bicicleta
E outras elementaridades igualmente desconheço.
Da arte de se equilibrar, analfabeta...
Eu sigo a pé mesmo, e entre tropeços.

Eu não sei andar de bicicleta
E por algum motivo sempre fui avessa
Talvez por me sentir meio pateta
Ou por ter sido sempre de veneta.

Eu não sei andar de bicicleta,
E talvez esse nem seja meu pior defeito
Tem certas coisas minhas, tipo esta
Que hoje em dia passam e eu até aceito...


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fantasia neurótica e saudosista.

Eu imagino que eu ficava fotografando você...
O ângulo das suas costas que eu gosto,
Do seu olho caído, do tamanho dos seus pés.
Fotografando apenas mentalmente, é o que eu quero dizer...
Olhando sem me mover, memorizando cheiros e paladares...
Memorizo todos os teus gostos na minha língua...
Sentindo-me pequena e convulsa sob o teu corpo,
Percorrendo teus cabelos, ficando aos teus pés, na altura do sexo
Na mais extrema doçura e servilidade...
 E murmurávamos absurdos um para o outro,
Sua antiga amiga e prostituta preferida....
 E você punha os meus cabelos para o alto...
Sussurrava algo pra mim, que vindo de você...
Até a tabuada de sete seria o máximo ao pé do ouvido.
Meu sequestrador, meu algoz e meu terno menininho...
Ainda não inventei o que eu quero que você seja.

domingo, 23 de setembro de 2012

Há algo violento e insano que em mim foi acordado
Está se revolvendo em minhas estranhas entranhas
O antigo desejo de fuga.
Sinto teus calafrios na minha pele
Ouço teu mudo pedido de ajuda.
"Deixe-me" murmuro sem vontade,
enquanto você se enrola pelas minhas pernas.
Sofro a loucura dos aprisionados e sinto o apelo nos meus pesadelos
Cansada de parecer com o que não sou.